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Depressão no Trabalho

A empresa pode ter uma participação determinante na identificação e no auxílio ao tratamento contra a depressão no trabalho. Para isso, é importante a presença ativa do setor de RH, valorizando os seus profissionais e avaliando-os continuamente para que entendam o que se passa com eles e aprendam a melhor decisão para o caso. Os casos de depressão no trabalho — e fora dele — são alarmantes:



Portanto, a saúde mental deve ser uma peça cada vez mais importante no quebra-cabeça de benefícios que uma organização tem a oferecer. E não apenas porque o tratamento humano pode ajudar nos índices de absenteísmo, engajamento e produtividade, mas porque mostra a preocupação genuína com a pessoa por trás do crachá.


A depressão também pode resultar, em seus casos mais graves, no suicídio, principalmente quando não diagnosticada e tratada. Anualmente, 800 mil casos de suicídio são registrados no mundo.


Daí, a importância em saber como identificar os sintomas de depressão no trabalho e o que fazer. Para isso, convidamos você a seguir com a leitura deste post, em que vamos apresentar uma série de medidas para ajudar os funcionários a lidar com a depressão no trabalho.


O que é a depressão?


Antes de começarmos a falar sobre a definição do que é a depressão, nós queremos pontuar o que não é depressão. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não se trata de frescura ou falta do que fazer, nem falta de Deus ou um momento de angústia. Trata-se de uma das doenças mais perigosas e silenciosas que o nosso século já viu.

Segundo o CID 10-F33, a depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

Acredito que a principal campanha ou conscientização que precisaríamos realizar com as pessoas é o entendimento de como, fisiologicamente, essa doença altera a vontade de viver das pessoas.


Nem toda tristeza é depressão


Já começo esclarecendo que é de suma importância distinguirmos a tristeza patológica, daquela transitória provocada por algum acontecimento difícil e que fazem parte da vida de nós seres humanos, tais como: a morte de uma pessoa que amamos; perda de um emprego; traição de um namorado(a); morte de um bichinho de estimação; traição de um amigo e etc.


Tristeza momentânea


Todos esses eventos podem provocar tristezas que são naturalmente “absolvidas” com o tempo e fazem com que as pessoas sigam em frente mesmo que o peito ainda esteja sentindo.


A diferença é que, quando não há depressão, o cérebro consegue modular essa emoção negativa. Você pode estar triste, mas sabe que tem de ir trabalhar, toma um café, procura pensar coisas boas e segue adiante.


Se fizermos uma autoanálise ou analisarmos pessoas próximas a nós que já passaram por alguma situação citada acima, vamos perceber que sem a depressão, a tristeza vem seguida de uma superação.


Tristeza associada a depressão


Na depressão, a tristeza não cede e não importa o motivo, ela não dá trégua mesmo que não haja uma causa aparente. O primeiro a ser atingido é o humor que permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias, as vezes por meses ou anos.


O interesse pelas atividades que antes davam prazer já não significam mais, o indivíduo perde todas as perspectivas e a única coisa que ele quer é ficar quieto, no “escuro”, sozinho. Obviamente, esses sintomas vai depender bastante do grau de depressão em que ele enfrenta.


Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.


Alguns dados sobre a depressão


Novamente de acordo com a Organização Mundial da Saúde a depressão é a principal causa de doenças e deficiências no mundo inteiro. Uma pesquisa em 2017 apontou que há mais de 322 milhões de pessoas que vivem com a patologia.


Outro problema que a entidade aponta é o não reconhecimento da depressão como uma doença. Muitas vezes, a depressão é encarada como um estado passageiro de tristeza e isso dificulta a busca por ajuda médica por quem demonstra os sintomas. Quem sofre com depressão se sente inseguro para pedir ajuda e isso só faz com que a doença se agrave cada vez mais.


Além disso, o investimento em políticas públicas voltadas para o tratamento de doenças como a depressão é relativamente baixo. Na América, a estimativa é de 2% do orçamento da saúde é destinado ao tratamento destas doenças.


Sintomas da depressão no trabalho: como identificar


Especialistas de RH devem se atentar às mudanças comportamentais dos seus colaboradores, sejam elas em curto, médio ou longo prazo. Para isso, as suas respectivas performances devem ser monitoradas — a partir de avaliações de desempenho — para que essas transformações, bruscas ou não, sejam percebidas.


As causas são diversas. Entre elas uma das possíveis causas da depressão relacionada ao ambiente profissional diz respeito a desempenhar uma tarefa da qual o colaborador não se sente preparado ou capaz de atender a demanda. As situações adversas no trabalho podem ter grande influência no quadro depressivo.

Além disso, é importante que a sua equipe possa se qualificar a respeito da identificação dos sintomas comuns da depressão no trabalho — e que se estendem para fora do ambiente corporativo, claro, como:

  • fadiga;

  • insatisfação crônica;

  • picos de alegria;

  • indecisão;

  • introspecção;

  • oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima;

  • perda de interesse em realizar atividades cotidianas que antes eram prazerosas;

  • perda de prazer;

  • distúrbios do sono ou de apetite.

Vale aprender também como os colaboradores podem abordar e se relacionar com outros funcionários. Afinal de contas, nem todos querem se abrir sobre o assunto, e todo cuidado é exigido para uma boa interação com o profissional, assim,  ele aceitará a ajuda necessária.


Capacite também os gestores


Além dos profissionais de RH, os gestores têm um papel importante em identificar e prevenir a depressão no trabalho. Primeiramente, porque eles são o contato mais próximo do profissional abalado psicologicamente — além dos seus colegas de trabalho mais próximos.


E também porque os líderes podem estar mais por dentro dessas mudanças abruptas de comportamento ou performance com mais facilidade e que são os indicativos de que algo pode estar errado.


Para tanto, vale a pena investir o tempo dos seus especialistas em capacitar os líderes com as ferramentas necessárias para o suporte adequado aos funcionários. Isso pode ser feito por meio de:

  • sessões de treinamento;

  • compartilhamento de informações a partir de conversas informais;

  • o estímulo ao diálogo aberto com todos sobre a importância e os cuidados com a saúde mental.

Com a educação a respeito das realidades sobre a depressão no trabalho, os funcionários podem contribuir com a manutenção de um ambiente favorável, e apoiar quem quer que esteja com dificuldades.


Como prevenir a depressão no trabalho


1. Proporcione um local de trabalho seguro


Que tal transformar o ambiente em um local que estimule as vibrações positivas e as sensações relaxantes? Isso, por si só, pode ajudar na manutenção do bem-estar e do humor das pessoas, sabia?


Além disso, certifique-se de que não exista toxicidade no local de trabalho, como assédios, bullyings e toda forma de intolerância pode desencadear casos de depressão no trabalho.


Isso inclui a atenção à gestão e à maneira com a qual os líderes se relacionam com os profissionais. Afinal, o assédio pode vir também de quem cobra e demanda por resultados, e isso tende a evoluir para casos de distúrbios psicológicos, como o estresse, a ansiedade e a depressão.


2. Crie uma rotina flexível aos colaboradores


Uma boa maneira de combater a depressão no trabalho é a partir da criação de uma rotina mais flexível. Isso significa, por exemplo, estabelecer um dia de home office por semana ou desenvolver programas de bem-estar para toda a empresa.


Essas ações, embora pareçam meros detalhes na luta contra a depressão no trabalho, permitem o estabelecimento de uma cultura de valor ao profissional que estimule a conversa aberta e, principalmente, a intenção em buscar auxílio profissional.


3. Encaminhe os profissionais para auxílio especializado


Por fim, vale destacar que o RH tem, sim, um papel elementar nessa identificação e auxílio contra a depressão no trabalho, mas o tratamento não é responsabilidade dos profissionais  do setor.


Evite, portanto, transformar as conversas em sessões terapêuticas. O funcionário se abrir é um primeiro passo importante, mas o tratamento com profissionais qualificados tende a ser a alternativa mais eficiente para que esse colaborador volte a ter uma performance louvável, com o seu semblante e comportamento reorganizados sem a interferência desse distúrbio limitante.


A RHEIS Consulting atua na dimensão humana das organizações, promovendo o desenvolvimento pessoal dos seus colaboradores, gestores e executivos. Consulte-nos.

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