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Pipeline de Liderança: O Caminho para Desenvolver Líderes de Alta Performance

Atualizado: há 5 dias


Você já imaginou como transformar colaboradores em líderes excepcionais, capazes de guiar sua empresa ao sucesso? O Pipeline de Liderança (PL) é uma metodologia poderosa para desenvolver líderes de alta performance, desde a primeira posição de gestão até o cargo de CEO. E, ao contrário do que muitos pensam, a liderança não é um dom nato – ela pode ser aprendida e aprimorada.


Neste artigo, você vai descobrir como o Pipeline de Liderança pode ajudar sua empresa a formar gestores preparados para os desafios do futuro. Vamos explorar as etapas desse modelo e como ele pode ser a chave para criar uma linha de sucessão sólida e eficiente.



O que é Pipeline de Liderança?


O Pipeline de Liderança é um modelo de desenvolvimento de líderes criado pelo consultor Ram Charan, em parceria com Stephen Drotter e James Noel. Ele foi detalhado no livro "The Leadership Pipeline: How to Build the Leadership Powered Company" (em português, "Pipeline de liderança: O desenvolvimento de líderes como diferencial competitivo"). A obra se tornou um guia essencial para empresas que desejam identificar e formar líderes de forma estruturada.


A ideia central do PL é mapear um caminho com seis transições críticas, que vão desde a liderança de si mesmo até a gestão de grandes corporações. O termo "pipeline" (canalização, em inglês) simboliza os diferentes níveis e ramificações da liderança, mostrando que cada etapa exige habilidades específicas.


Por que o Pipeline de Liderança é tão importante?


Em um mundo de mudanças aceleradas, a demanda por líderes competentes supera a oferta. Segundo o relatório State of Leadership Development (2015) do Brandon Hall Group:


  • 71% das empresas admitem que seus líderes não estão preparados para os desafios futuros.

  • Apenas 25% têm sucessores prontos para assumir cargos de alto escalão.

  • Somente 19% consideram seus programas de desenvolvimento de liderança eficazes.


Esses números mostram a urgência de adotar metodologias como o Pipeline de Liderança para garantir que sua empresa tenha líderes capazes de enfrentar os desafios do mercado.


Para que serve a Pipeline de Liderança


O PL não é apenas uma ferramenta para formar CEOs. Ele é essencial para todos os níveis de gestão, desde supervisores até diretores. Veja os principais benefícios:


  • Qualificação de Gestores: O PL garante que cada líder desenvolva as hard skills necessárias para sua função, seguindo um trajeto claro e estruturado.

  • Habilidades para Gerir Tarefas: Líderes formados pelo PL conhecem profundamente a empresa e suas operações, o que os torna aptos a delegar e orientar com eficiência.

  • Gestão do Tempo: Com critérios claros para delegação e priorização, o PL ajuda os líderes a maximizar sua produtividade e a da equipe.

  • Valores para Guiar uma Equipe: No topo da carreira, os líderes desenvolvem valores sólidos e uma visão estratégica, essenciais para conduzir a empresa.

  • Refinamento dos Processos Seletivos: O PL substitui indicações por critérios objetivos, garantindo que cada cargo seja ocupado por profissionais qualificados.

  • Ferramenta de Diagnóstico: O modelo ajuda a identificar o que funciona (ou não) em cada posição, permitindo ajustes rápidos e eficazes.

  • Preparação Sem Pular Etapas: O PL assegura que cada líder tenha a experiência necessária antes de assumir cargos mais complexos, reduzindo riscos e aumentando a eficiência.


As 6 transições do Pipeline de Liderança


O Pipeline de Liderança mostra que o desenvolvimento do líder acontece por seis transições-chave. Cada etapa exige novas habilidades, mudanças de mentalidade e foco em resultados diferentes. Respeitar essas passagens reduz erros de promoção e prepara profissionais para liderar com mais eficácia.


1. De contribuir individualmente para liderar pessoas


O profissional deixa de ser executor e passa a entregar resultados por meio da equipe. O foco sai do “fazer” e vai para delegar, orientar, dar feedback e desenvolver pessoas. O principal desafio é abandonar a operação e evitar a microgestão*.


2. De liderar pessoas para liderar líderes


Agora ele gerencia outros gestores, não mais executores. O papel passa a ser formar líderes, alinhar equipes e acompanhar resultados, com menos envolvimento técnico. O principal desafio é confiar, desenvolver e pensar de forma mais estratégica.


3. De liderar líderes para gerenciar uma função


O líder assume uma área inteira (ex.: vendas, operações, marketing). Precisa integrar equipes, processos e indicadores, mesmo fora da sua especialidade. Principal desafio é ganhar visão funcional e tomar decisões conectadas ao negócio.


4. De gerente funcional para gestor de negócio


Aqui o foco é o resultado global da unidade: pessoas, estratégia e finanças. O líder passa a atuar como um “dono do negócio”, equilibrando curto e longo prazo. Principal desafio é pensar estrategicamente e tomar decisões orientadas a desempenho.


5. De gestor de negócio para gestor de grupo


O profissional lidera múltiplas unidades ou operações. Seu papel é definir prioridades, alocar recursos e criar sinergia entre negócios. Principal desafio é visão sistêmica e decisões que beneficiem o grupo como um todo.


6. De gestor de grupo para líder corporativo


No topo, o líder é responsável pela direção da organização. O foco está em estratégia, cultura, sustentabilidade e relacionamento com stakeholders. Principal desafio é manter visão de futuro e não se perder na operação.


Segue abaixo uma tabela que faz a comparação dos estágios de desenvolvimento do líder — Líder de si, Líder dos outros, Líder de líderes e Líder funcional — mostrando como mudam as habilidades, o uso do tempo e os valores profissionais em cada transição:

Categoria

Líder de si

Líder dos outros

Líder de líderes

Líder funcional

Habilidades

Trabalha em equipe. Relaciona-se visando a benefícios e resultados individuais.

Preocupa-se com a comunicação e clima organizacional. Relaciona-se vertical e horizontalmente para o benefício da equipe.

Delega com sistemas de controle. Dá feedback e orienta as metas com clareza. Desenvolve equipe forte, sem silos. Atua como coaching e promotor de talentos gerenciais.

Delega e confia (menos reuniões presenciais). Maturidade para criar sinergia entre funções (silos dos VPs). Comunicação é a principal responsabilidade. Deixa de falar para ouvir.

Aplicação do tempo

Tem disciplina para entrada e saída. Tem disciplina para cumprir prazos.

Disponibiliza tempo para equipe (por gestor ou por ela mesma). Tempo para comunicação com outras unidades, clientes e fornecedores.

Aloca tempo para conversar com subordinados diretos. Diálogo contínuo para reconhecer conexões entre grupos funcionais.

Valores profissionais

Concorda com os valores da empresa.

É exemplo de integridade e valores da empresa para a equipe.

Tem interesse nas questões estratégicas e culturais.

Distancia-se da função exclusivamente técnica e adota filosofia de negócios mais integrada e holística.

Conclusão


As 6 transições do Pipeline de Liderança são um guia essencial para empresas que desejam formar líderes capazes de enfrentar os desafios do mercado. Ao investir no desenvolvimento de seus gestores, sua empresa não apenas garante uma linha de sucessão sólida, mas também cria uma cultura de liderança forte e sustentável.


A liderança é uma evolução constante. Os profissionais que querem ocupar posição de liderança precisam passar por todas as 6 transições que citamos aqui. Por isso, ao pular uma ou mais etapas, o desempenho dos liderados e dos demais indivíduos pode ser gravemente prejudicado, refletindo nos resultados da empresa.


Acompanhar o desempenho da empresa e de seus liderados é fundamental para qualquer gestor.


A RHEIS Consulting oferece um Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) que combina tecnologias avançadas de mapeamento e metodologias comprovadas para transformar gestores em líderes de alta performance. Conte conosco para impulsionar o crescimento da sua equipe e da sua empresa. Entre em contato e descubra como podemos ajudar!



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*Microgestão é um estilo de liderança onde o gestor controla excessivamente cada detalhe do trabalho da equipe, monitorando cada passo, centralizando decisões e não delegando responsabilidades, sufocando autonomia e criatividade.



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