Lean Seis Sigma: Estratégias para a Gestão Enxuta e Excelência Operacional
- RHEIS Consulting

- 18 de jan. de 2023
- 10 min de leitura
Atualizado: há 5 dias
Em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, as organizações enfrentam o desafio constante de melhorar seus processos, reduzir desperdícios e entregar maior valor ao cliente. Nesse cenário, o Lean Seis Sigma emerge como uma metodologia poderosa, que combina os princípios da gestão enxuta (Lean) e o rigor analítico do Seis Sigma para alcançar a excelência operacional.
Este artigo explora os fundamentos do Lean Seis Sigma, destacando sua importância na gestão moderna, os benefícios para as organizações e como sua aplicação prática pode transformar processos e impulsionar a competitividade no mercado atual.
Leia também: Conhecendo os 3 Níveis do Planejamento Estratégico.
O que é o Lean?
Lean é uma filosofia de gestão focada em gerar valor ao cliente por meio da eliminação de desperdícios e da melhoria contínua dos processos. Originou-se no Sistema Toyota de Produção (TPS), criado no Japão após a Segunda Guerra, para elevar produtividade e eficiência.
O TPS foi desenvolvido principalmente por Taiichi Ohno, com influência de W. Edwards Deming, que difundiu o PDCA e o conceito de melhoria contínua. Seu modelo se expandiu mundialmente para diversos setores.
O sistema busca eliminar os 3Ms:
Muri: qualquer sobrecarga em equipamentos ou operadores.
Mura: variações indesejadas no processo que geram dificuldades e irregularidades.
Muda: desperdício de tempo, material ou dinheiro.
O TPS se apoia em dois pilares:
Jidoka: detecção imediata de falhas e parada do processo para garantir qualidade.
Just in time: produzir apenas o necessário, no momento e na quantidade certos.
O Lean baseia-se em cinco princípios fundamentais:
Definir valor: Identificar o que é realmente importante para o cliente e determinar o que ele considera como valor.
Mapear o fluxo de valor: Analisar todas as etapas do processo para identificar desperdícios e pontos de melhoria.
Criar fluxo contínuo: Organizar as atividades para que os processos fluam sem interrupções ou atrasos.
Produção puxada: Produzir apenas o que é necessário, quando é necessário, evitando estoques excessivos.
Perseguir a perfeição: Estabelecer uma cultura de melhoria contínua, buscando sempre aperfeiçoar os processos e reduzir desperdícios.
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1. Os oito desperdícios do Lean
Criados por Taiichi Ohno no Sistema Toyota de Produção, os desperdícios representam tudo o que consome recursos sem gerar valor ao cliente. Às sete categorias originais soma-se o oitavo: talento não utilizado. Como dizia Ohno: “Não há melhoria sem padrão.”
No Lean, atividades que realmente geram valor são minoria. Identificar e eliminar desperdícios é central para melhorar desempenho.
Defeitos: Erros, retrabalho e sucata. Geram outros desperdícios, como superprodução e transporte.
Processamento excessivo: Trabalho além do necessário ou não solicitado pelo cliente.
Superprodução: Produzir mais do que a demanda. É o desperdício mais grave e gera estoques, espera e movimentação.
Espera: Pessoas ou materiais parados, sem gerar valor e com custo contínuo.
Inventário: Materiais estocados imobilizam capital, ocupam espaço e reduzem margem.
Transporte: Movimentar sem agregar valor consome tempo, dinheiro e recursos.
Movimentação: Esforços físicos desnecessários por layouts e processos ineficientes, aumentando custos e riscos.
Talento não utilizado: Não aproveitar as capacidades das pessoas. Gera desmotivação, baixa produtividade e desperdício de potencial.
Eliminar esses desperdícios é base do Lean e do Lean Seis Sigma, permitindo processos mais eficientes, humanos e sustentáveis.
Seis Sigma
Na era da informação, notícias se espalham rapidamente, tornando a qualidade um fator decisivo para a reputação das empresas. Um único problema grave pode causar danos irreversíveis à marca e à confiança do consumidor. Embora existam vários sistemas de gestão da qualidade, o Seis Sigma se destacou pela ampla adoção na indústria.
Criado nos Estados Unidos, na década de 1980, na Motorola, o Seis Sigma surgiu para enfrentar problemas de qualidade e a crescente concorrência global. Desenvolvido por Bill Smith e impulsionado pelo CEO Bob Galvin, o método tinha como foco reduzir a variabilidade dos processos por meio de análises estatísticas para eliminar defeitos.
Seu sucesso levou a Motorola a conquistar o Prêmio Malcolm Baldrige em 1988 e inspirou empresas como a General Electric, sob a liderança de Jack Welch, a difundir a metodologia.
1. O que é o Seis Sigma?
O Seis Sigma é uma metodologia baseada em ferramentas estatísticas para reduzir defeitos e variabilidade nos processos. Envolve medir, analisar, melhorar, controlar e validar processos. O termo “sigma” vem da estatística e representa o desvio padrão em uma curva normal. Quanto maior o número de sigmas, menor a variação e maior a qualidade do processo.
Em um processo normal, cerca de 68% dos dados estão dentro de 1 sigma da média, 95% em 2 sigmas e 99,7% em 3 sigmas. Variações acima de ±3 sigmas indicam necessidade de melhoria. Um processo Seis Sigma é aquele que gera apenas 3,4 defeitos por milhão de oportunidades, representando um nível extremamente alto de qualidade.
Nível da Qualidade | Defeitos por Milhão | % de Conformidade |
1 Sigma | 691.463 | 30,85% |
1,5 Sigma | 500.000 | 50,00% |
2 Sigma | 308.537 | 69,15% |
3 Sigma | 66.807 | 93,32% |
4 Sigma | 6.210 | 99,38% |
5 Sigma | 233 | 99,97% |
6 Sigma | 3,4 | 99,99966% |
A metodologia Seis Sigma é uma estratégia gerencial, onde você define como vai ser sua rotina e como você vai desenvolver um trabalho de melhoria nos seus processos, na sua empresa. Essa filosofia propõe o trabalho por meio do método DMAIC, que é bem semelhante ao PDCA, e o uso de ferramentas estatísticas para monitorar e controlar a qualidade do processo. Esse método é dividido em 5 etapas:
Definição: define o que se espera do projeto.
Medição: obtenção de dados sobre o processo.
Análise: identificar as causas raízes do problema.
Improve (Melhoria): propor uma solução para cada causa raiz.
Controle: monitorar os resultados alcançados.
Uma equipe altamente qualificada e treinada no uso de suas ferramentas estatísticas e métodos do Six Sigma gera resultados expressivos para uma empresa, os quais são amplificados usando também o Lean.
União de duas metodologias: Lean e Seis Sigma
Embora a paternidade da fusão seja difícil de atribuir a um único indivíduo, alguns nomes e empresas são notáveis nesse processo. O Lean Seis Sigma não surgiu de um único autor, mas da integração prática entre o Lean e o Seis Sigma no início dos anos 2000.
Entre os principais nomes ligados a essa união estão:
Michael George – popularizou o conceito com o livro Lean Six SIGMA: Combining Six SIGMA Quality with Lean Production Speed, difundindo a integração entre velocidade (Lean) e qualidade (Six Sigma).
Chuck Mills, Barbara Wheat e Mike Carnell – autores de uma das primeiras obras focadas especificamente na integração: Leaning Into Six Sigma: A Parable of the Journey to Six Sigma and a Lean Enterprise.
Eles ajudaram a consolidar o Lean Seis Sigma como uma metodologia própria, combinando eliminação de desperdícios com redução de variação e defeitos.
O Lean Seis Sigma combina a eficiência do Lean com a precisão do Seis Sigma, proporcionando uma abordagem abrangente para a melhoria de processos e aumento da competitividade organizacional. Veja as principais diferenças entre as duas metodologias:
Itens | Lean | Seis Sigma |
Foco Principal | Concentrado na eliminação de desperdícios e na otimização do fluxo de trabalho para aumentar a eficiência. | Focado na redução da variabilidade e no controle de processos para melhorar a qualidade e consistência. |
Objetivo | Maximizar o valor para o cliente reduzindo atividades que não agregam valor. | Melhorar a qualidade por meio da identificação e eliminação de defeitos, alcançando resultados previsíveis e consistentes. |
Abordagem | Simples e visual, utilizando ferramentas como mapeamento de fluxo de valor, 5S e kaizen. | Baseado em análise estatística, com ferramentas como gráficos de controle, análise de causa-raiz e o ciclo DMAIC (Definir, Medir, Analisar, Melhorar, Controlar). |
Ferramentas e Técnicas | Mapeamento do fluxo de valor (VSM); Just-in-time; Kanban; Kaizen e 5S. | DMAIC; Análise de regressão; Diagrama de Ishikawa (causa e efeito); Controle estatístico de processos (CEP) e Planejamento de experimentos (DOE). |
Tempo de Implementação | Foco em soluções rápidas e incrementais, com melhorias realizadas continuamente. | Processos mais estruturados e demorados, devido ao uso intensivo de análises detalhadas. |
Abordagem Cultural | Fortemente orientado para a criação de uma cultura organizacional de melhoria contínua e participação dos colaboradores. | Mais técnico, requer especialistas capacitados (White, Green e Black Belts) para liderar os projetos. |
Origem | Derivado do Sistema Toyota de Produção, com raízes na indústria automotiva do Japão. | Desenvolvido pela Motorola, com foco inicial na indústria de manufatura nos Estados Unidos. |
Sucesso da Metodologia Lean Seis Sigma
A metodologia Lean Seis Sigma se mostra mais eficiente do que a adoção do Lean ou Six Sigma isoladamente, independentemente do tipo de negócio. A metodologia Lean Seis Sigma concentra-se em atrair o cliente:
Agregando valor e eliminando desperdícios;
Identificando e eliminando a causa raiz do problema;
Reduzindo a variação e defeitos nos processos;
Colocando controles adequados nas melhorias; e
Construindo uma cultura de qualidade no negócio.
Benefícios ao implantar o Lean Seis Sigma
A implantação do Lean Seis Sigma oferece uma série de benefícios para as organizações, contribuindo para a melhoria de processos e resultados. Entre os principais estão:
Redução de Desperdícios: A metodologia foca em identificar e eliminar atividades que não agregam valor, como excesso de produção, movimentações desnecessárias e retrabalhos.
Aumento da Eficiência: Melhora o fluxo de trabalho, reduzindo o tempo de execução de processos e otimizando o uso de recursos.
Melhoria da Qualidade: Promove a padronização de processos e reduz a variabilidade, aumentando a consistência e a satisfação do cliente.
Redução de Custos: Com a diminuição de erros e desperdícios, as despesas operacionais são reduzidas, impactando positivamente os resultados financeiros.
Tomada de Decisão Baseada em Dados: A metodologia utiliza ferramentas estatísticas e análises detalhadas para orientar decisões, aumentando a assertividade.
Engajamento dos Colaboradores: O envolvimento das equipes na identificação e solução de problemas cria um senso de pertencimento e motivação.
Satisfação dos Clientes: A entrega de produtos e serviços com maior qualidade e consistência eleva a percepção de valor pelos clientes.
Maior Competitividade: Empresas que implementam o Lean Seis Sigma ganham vantagem no mercado ao oferecer melhores soluções com maior eficiência.
Cultura de Melhoria Contínua: A metodologia incentiva uma mentalidade de busca constante por aperfeiçoamento, promovendo inovação e adaptabilidade.
Foco Estratégico: Permite alinhar iniciativas de melhoria aos objetivos organizacionais, garantindo que os esforços sejam direcionados para áreas de maior impacto.
A soma desses benefícios torna o Lean Seis Sigma uma ferramenta poderosa para organizações que desejam alcançar excelência operacional e fortalecer sua posição no mercado.
Desafios ao implantar o Lean Seis Sigma
A implantação do Lean Seis Sigma pode trazer inúmeros benefícios para uma organização, como a redução de desperdícios, aumento da eficiência e melhoria na qualidade dos processos. No entanto, também apresenta desafios significativos. Segue uma tabela abaixo que relaciona os desafios, causas e possíveis soluções:
Desafio | Causa | Solução |
Resistência à mudança | Insegurança dos colaboradores | Comunicação clara, treinamento e envolvimento da equipe |
Falta de cultura de melhoria contínua | Ausência de mentalidade Lean | Liderança pelo exemplo e reforço dos valores Lean Seis Sigma |
Treinamento insuficiente | Falta de conhecimento técnico | Capacitações White, Green e Black Belt |
Recursos limitados | Pouco tempo, orçamento ou ferramentas | Priorizar projetos de alto impacto e baixo custo inicial |
Expectativas irreais | Pressa por resultados ou subestimação da complexidade | Metas realistas e acompanhamento constante |
Baixo envolvimento da liderança | Falta de patrocínio | Engajar a alta gestão e alinhar ganhos estratégicos |
Dificuldade de integração | Conflito com processos existentes | Implementação gradual e planejada |
Projetos mal escolhidos | Desalinhamento com a estratégia | Seleção criteriosa de projetos de maior impacto |
Sustentação dos resultados | Perda dos ganhos ao longo do tempo | Indicadores claros e revisões periódicas |
Comunicação ineficiente | Falta de alinhamento entre equipes | Canais claros, frequentes e transparentes |
Enxergar os desafios como parte natural do processo é essencial. Com planejamento estratégico, engajamento das pessoas e acompanhamento contínuo, a implantação do Lean Seis Sigma pode ser bem-sucedida e gerar transformações significativas.
Existe Curso de Formação em Lean Seis Sigma?
Escolher um bom treinamento Lean Seis Sigma é essencial para garantir aprendizado real e reconhecimento no mercado. Não existe órgão regulamentador oficial nem requisitos obrigatórios para cursos Lean Seis Sigma. Por isso, é fundamental avaliar a credibilidade da instituição, metodologia, avaliações e reconhecimento internacional.
A Quero Ensino oferece a Formação Completa em Lean Seis Sigma, creditada pelo The Council for Six Sigma Certification, entidade internacional presente em mais de 165 países, que avalia rigorosamente cursos, métodos e exames.
1. Tipos de certificação Lean Seis Sigma
A certificação comprova que o profissional domina a metodologia e consegue aplicar projetos de melhoria com resultados reais, aumentando sua valorização no mercado.
White Belt: Noções básicas de melhoria de processos. Apoio a equipes e projetos.
Yellow Belt: Fundamentos do Six Sigma. Suporte a projetos e atuação em melhorias simples.
Green Belt: Lidera projetos de melhoria. Usa ferramentas analíticas e foca em eficiência e redução de custos.
Black Belt: Especialista em projetos estratégicos e complexos. Dedicação integral e uso de estatística avançada.
Master Black Belt: Líder do programa. Define estratégia, forma Belts e garante a sustentabilidade do Seis Sigma.
Conclusão
O Lean Seis Sigma une a eficiência do Lean à precisão do Seis Sigma para otimizar processos, reduzir desperdícios e elevar a qualidade com base em dados. Sua aplicação gera melhoria contínua, maior satisfação dos clientes e resultados sustentáveis. Porém, exige planejamento, engajamento da liderança e mudança cultural. Empresas que superam esses desafios fortalecem suas operações, desenvolvem uma cultura de excelência e se destacam no mercado.
Invista em você: torne-se um especialista em excelência operacional e abra portas para cargos de liderança e projetos de alto impacto. Lean Seis Sigma é um diferencial competitivo! 🚀
Podcast

Sugestão de Leitura:
A máquina que mudou o mundo (James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos);
Guia Prático Lean Seis Sigma: Black Belt (Thiago Coutinho de Oliveira);
Administração da Produção (Nigel Slack, Alistair Brandon-Jones, Nicola Burgess);
Gerenciamento de Operações e de Processos: Princípios e Práticas de Impacto Estratégico (Nigel Slack, Stuart Chambers, Robert Johnston, Alan Betts);
Princípios De Administração Da Produção (Alistair Brandon-Jone, Robert Johnston, Nigel Slack);
Estratégia Seis Sigma. Como a GE, a Motorola e Outras Empresas Estão Aguçando o Seu Desempenho (Peter S. Pande, Robert P. Neuman e Roland R. Cavanaugh);
Seis Sigma: Guia do Profissional (Thomas Pyzdek, Paul Keller);
Lean Inception: Como alinhar pessoas e construir o produto certo (Paulo Caroli);
Perguntas e Respostas Sobre o Lean Seis Sigma (Cristina Werkema);
Criando a Cultura Lean Seis Sigma (Cristina Werkema);
Lean Seis Sigma - Introdução às Ferramentas do Lean Manufacturing: Introdução às ferramentas do Lean Manufacturing (Cristina Werkema);
Ferramentas Estatísticas Básicas do Lean Seis Sigma Integradas (Cristina Werkema);
Métodos PDCA e Demaic e Suas Ferramentas Analíticas (Cristina Werkema);
DFLSS - Design For Lean Six Sigma - Ferramentas básicas usadas nas etapas D e M do DMADV (Cristina Werkema);
Avaliação de sistemas de medição (Cristina Werkema);
O Modelo Toyota: 14 Princípios de Gestão do Maior Fabricante do Mundo 2ª Edição (Jeffrey Liker);
O Modelo Toyota de Liderança Lean: Como Conquistar e Manter a Excelência pelo Desenvolvimento de Lideranças (Jeffrey K. Liker, Gary L. Convis);
Lean Six Sigma Para Leigos (Martin Brenig-Jones, Jo Dowdall),
Lean Para Leigos (Bruce Williams, Natalie J. Sayer);
Liderança Lean: Como Garantir o Sucesso e Desenvolver uma Estrutura de Liderança (Volume 1) (Jean Dahl);
Saia Da Crise - As 14 Lições Definitivas Para Controle De Qualidade (Edwards Deming);
A Cultura Toyota: A Alma do Modelo Toyota (Jeffrey Liker);
Lean Thinking: Banish Waste and Create Wealth in Your Corporation (James Womack);
O Pensamento Toyota: Princípios de Gestão para um Crescimento Duradouro (Satoshi Hino);
O Modelo Toyota de Excelência em Serviços: A Transformação Lean em Organizações de Serviço (Jeffrey K. Liker e Karyn Ross);
O Verdadeiro Poder (Vicente Falconi Campos);
Qualidade Total - Padronização de Empresas (Vicente Falconi Campos);
Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia a Dia (Vicente Falconi Campos);
TQC: Controle da Qualidade Total no Estilo Japonês (Vicente Falconi Campos);
Lean Six SIGMA for Service (Michael L George);
Estatística Aplicada e Probabilidade para Engenheiros (Douglas C. Montgomery, George C. Runger).




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